Ficção e realidade paralelas
O livro Agosto, de Rubem Fonseca (Cia das Letras, 1990. 349p) narra acontecimentos do mês de agosto de 1954, num misto de ficção e realidade que prende o leitor pela simplicidade da narrativa de uma época complexa.
O romance tem como cenário o Rio de Janeiro, capital da república, transformada em ponto de tensão com o atentado ao jornalista Carlos Lacerda, a mando de Gregório Fortunato, chefe da guarda pessoal do presidente Getulio Vargas. Na mesma noite o industrial Gomes Aguiar é assassinado em seu apartamento, trazendo à tona o personagem principal, Comissário Matos, um homem sem grandes ambições, marcado pelo individualismo e pelo desejo de fazer cumprir a justiça.
Ao longo da narrativa o autor faz uso de personagens históricas, como o presidente Getulio Vargas entre outras personalidades da época, alguns tendo seus nomes ligeiramente modificados, porém os personagens que encaminham a leitura são fictícios, criados pelo autor para interagir de forma intensa com os fatos reais. Nesse contexto, há uma intertextualidade muito presente, recriando discursos e pronunciamentos da época, que em certo momento pode acabar por cansar o leitor.
Contudo, a leitura em geral é agradável, narrando as aventuras de Matos, envolvendo o leitor através do suspense que cerca o mesmo, seu envolvimento com as duas namoradas, passeando por um ambiente erudito, com o gosto do personagem por música clássica, e em outros momentos causando angústia, pelo sofrimento deste com sua úlcera que o atormenta durante toda a trama.
Assim é Agosto, uma obra narrada em terceira pessoa que ao refletir tão claramente a ganância e a obsessão de uma época, e no seu fechamento deixar a impressão de que a honestidade tem poucas possibilidades de predominar, não se trata de uma crítica, somente de um relato de fatos. Uma leitura interessante pra quem quer entender melhor os acontecimentos que antecederam a morte do presidente, que segundo ele mesmo, deu sua vida pelo povo.
O romance tem como cenário o Rio de Janeiro, capital da república, transformada em ponto de tensão com o atentado ao jornalista Carlos Lacerda, a mando de Gregório Fortunato, chefe da guarda pessoal do presidente Getulio Vargas. Na mesma noite o industrial Gomes Aguiar é assassinado em seu apartamento, trazendo à tona o personagem principal, Comissário Matos, um homem sem grandes ambições, marcado pelo individualismo e pelo desejo de fazer cumprir a justiça.
Ao longo da narrativa o autor faz uso de personagens históricas, como o presidente Getulio Vargas entre outras personalidades da época, alguns tendo seus nomes ligeiramente modificados, porém os personagens que encaminham a leitura são fictícios, criados pelo autor para interagir de forma intensa com os fatos reais. Nesse contexto, há uma intertextualidade muito presente, recriando discursos e pronunciamentos da época, que em certo momento pode acabar por cansar o leitor.
Contudo, a leitura em geral é agradável, narrando as aventuras de Matos, envolvendo o leitor através do suspense que cerca o mesmo, seu envolvimento com as duas namoradas, passeando por um ambiente erudito, com o gosto do personagem por música clássica, e em outros momentos causando angústia, pelo sofrimento deste com sua úlcera que o atormenta durante toda a trama.
Assim é Agosto, uma obra narrada em terceira pessoa que ao refletir tão claramente a ganância e a obsessão de uma época, e no seu fechamento deixar a impressão de que a honestidade tem poucas possibilidades de predominar, não se trata de uma crítica, somente de um relato de fatos. Uma leitura interessante pra quem quer entender melhor os acontecimentos que antecederam a morte do presidente, que segundo ele mesmo, deu sua vida pelo povo.

