quinta-feira, 21 de outubro de 2010

AGOSTO

Ficção e realidade paralelas
O livro Agosto, de Rubem Fonseca (Cia das Letras, 1990. 349p) narra acontecimentos do mês de agosto de 1954, num misto de ficção e realidade que prende o leitor pela simplicidade da narrativa de uma época complexa.
O romance tem como cenário o Rio de Janeiro, capital da república, transformada em ponto de tensão com o atentado ao jornalista Carlos Lacerda, a mando de Gregório Fortunato, chefe da guarda pessoal do presidente Getulio Vargas. Na mesma noite o industrial Gomes Aguiar é assassinado em seu apartamento, trazendo à tona o personagem principal, Comissário Matos, um homem sem grandes ambições, marcado pelo individualismo e pelo desejo de fazer cumprir a justiça.
Ao longo da narrativa o autor faz uso de personagens históricas, como o presidente Getulio Vargas entre outras personalidades da época, alguns tendo seus nomes ligeiramente modificados, porém os personagens que encaminham a leitura são fictícios, criados pelo autor para interagir de forma intensa com os fatos reais. Nesse contexto, há uma intertextualidade muito presente, recriando discursos e pronunciamentos da época, que em certo momento pode acabar por cansar o leitor.
Contudo, a leitura em geral é agradável, narrando as aventuras de Matos, envolvendo o leitor através do suspense que cerca o mesmo, seu envolvimento com as duas namoradas, passeando por um ambiente erudito, com o gosto do personagem por música clássica, e em outros momentos causando angústia, pelo sofrimento deste com sua úlcera que o atormenta durante toda a trama.
Assim é Agosto, uma obra narrada em terceira pessoa que ao refletir tão claramente a ganância e a obsessão de uma época, e no seu fechamento deixar a impressão de que a honestidade tem poucas possibilidades de predominar, não se trata de uma crítica, somente de um relato de fatos. Uma leitura interessante pra quem quer entender melhor os acontecimentos que antecederam a morte do presidente, que segundo ele mesmo, deu sua vida pelo povo.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Consciência em detalhes


O tema meio ambiente, apesar de fazer parte das discussões no meio científico, ainda é desconhecido por boa parte da sociedade. As definições para este publico é a mais variada, causando confusão quanto ao conceito.
Um passo fundamental para diminuir os efeitos sobre o ambiente é a conscientização da população de que meio ambiente é mais que a Mata Atlântica, é o espaço onde vivemos. Um detalhe que parece pequeno, mas que influencia diretamente na degradação ambiental.
Seguindo este pensamento, podemos identificar a adoção da educação ambiental desde cedo, ensinando as crianças sobre a importância de manter bem cuidado o espaço onde habita, incentivando no cuidado das matas, no cultivo de vida saudável, exploração consciente dos recursos oferecido pela natureza como um caminho interessante nessa conscientização.
Muitos ainda não se conscientizaram dessa realidade, que não adianta lutar para proteger as matas, se não cuidarmos do nosso lixo, da água que consumimos e do solo que nos rodeia, enfim do nosso entorno.
Aqui concluímos que o maior problema para conscientização dos problemas ambientais é a própria consciência de ambiente.


Por Nataly Lacerda (Os problemas para conscientização dos problemas ambientais)

O mal que se faz necessário


Já faz um tempo que a televisão deixou de ser um luxo e passou a ser uma necessidade na vida dos habitantes das grandes cidades. Hoje em dia é difícil para essas pessoas imaginarem suas vidas sem o aparelho, tanto para entretenimento, quanto para se manterem informadas e atualizadas no que se refere a acontecimentos globais.
Podemos repetir constantemente que não nos interessa saber da queda do dólar, terremotos no Haiti, enchentes em Santa Catarina, mas se queremos estar integrados com o mundo isso se faz necessário, e é através da televisão, o meio de comunicação que nos traz essas informações em tempo real que podemos ter acesso ao mundo.
E para não ficarmos apenas no politicamente correto, a televisão ainda é um meio de entretenimento,criando estereótipos e tornando para muitos, espelho para um modo de vida, baseando suas atitudes em cenas e atos de personagens.Não vamos defender este canal de comunicação de forma cega, reconhecemos as falhas e absurdos transmitidos diariamente. Porém, a seleção de programação é um hábito que deve ser trabalhado internamente, com cada telespectador, de acordo com sua formação dando ênfase, maior prioridade aquilo que ajude em seu crescimento.



Por Nataly Lacerda (A influência da televisão no cotidiano)